NO DIA de ontem, 09/05/12, tive o prazer de tocar junto
ao grupo musical que pertenço, o CANTO LIBRE, num ato na ALESP (Assembleia
Legislativa do Estado de São Paulo, a Convenção Estadual de Solidariedade à Cuba.
O ato consistia na fundação de uma Frente Parlamentar
(encabeçada pelo Adriano Diogo, do PT de São Paulo) que englobará vários
partidos.
Fiquei feliz pela presença dos mais diversos partidos,
cujas ideologias divergem em vários sentidos. Havia gente do PT, PSB, PCB,
PCdoB, PCR, PC(ML) com um único propósito: defender a Revolução Cubana, aquela
revolução que tanto fez por seu povo, que assegurou educação e saúde de
primeira qualidade para os seus, e solidariedade para outros povos como na luta
pela independência de Angola, na luta contra as ditaduras fascistas na América
Latina, na construção do socialismo na Venezuela e auxílio médico ao sofrido povo
haitiano.
Não me surpreendeu a ausência dos agrupamentos
trotskistas “clássicos”, que num erro teórico e prático que envergonharia o
próprio Trotsky insistem em não defender o socialismo cubano. Contudo,
surpreendeu-me a ausência do partido mais aclamado pela esquerda (ao menos em
nível eleitoral) como uma alternativa à esquerda tradicional, que teria se
perdido na luta; lá estava faltando o PSOL.
Os camaradas do PSOL não podem, diante do genocídio
promovido pelos EUA contra a Revolução e o povo cubano, ficarem omissos, como
se não tivessem par nisso. Se o propósito do PSOL é uma sociedade socialista a
defesa da Revolução Cubana deveria se dar sem pestanejar. Ainda assim, não
enviaram sequer um representante.
Que espécie de socialismo se pretende construir se se
abdica do valor mais nobre que nós socialistas temos, a solidariedade? Como
crer no PSOL como um partido capaz de conduzir as lutas num sentido socialista
se ele ignora que ali vive um povo bravo que resiste firme e corajosamente
contra a penetração capitalista estadunidense?
Nutro pelo PSOL e por vários de seus militantes imenso respeito, principalmente por alguns quadros históricos da esquerda que ali estão, como Plínio de Arruda Sampaio, Milton Temer, o falecido Aziz Ab'Saber, dentre outros...
Sei que o PSOL não se orienta pelo centralismo democrático. Mas mesmo que possua críticas ao modelo cubano – que não é nem se pretende ser o modelo pronto e acabado de socialismo , tem o dever de estar ao lado do povo cubano.
Sei que o PSOL não se orienta pelo centralismo democrático. Mas mesmo que possua críticas ao modelo cubano – que não é nem se pretende ser o modelo pronto e acabado de socialismo , tem o dever de estar ao lado do povo cubano.
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